sexta-feira, 27 de março de 2026

Crimes de estupro qualificado e stalking contra uma servidora de 64 anos, encontrada com sangramentos e desacordada dentro da Delegacia-Geral:investigações apontaram que um funcionário terceirizado, perseguia a vítima enviando mensagens e causando constrangimentos


A Polícia Civil do Piauí indiciou um funcionário terceirizado pelos crimes de estupro qualificado e stalking contra uma servidora de 64 anos, encontrada com sangramentos e desacordada dentro da Delegacia-Geral da instituição na quinta-feira (19).

O inquérito foi concluído e apresentado pelas delegadas Bruna Verena, da Diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis, Lucivânia Vidal, de Proteção à Mulher, e Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios.

Ao longo da investigação, foram ouvidas mais de 20 pessoas, entre profissionais de saúde que atenderam a vítima, servidores da corporação e familiares. 

De acordo com as delegadas, a hipótese de tentativa de feminicídio foi descartada durante as apurações. 

O inquérito já foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.

As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa na sede da Delegacia Geral, localizada na zona Sul da capital na manhã desta sexta-feira (27).

As investigações também apontaram que o suspeito, um funcionário terceirizado, perseguia a vítima enviando mensagens e causando constrangimentos.

Ainda conforme a polícia, a servidora chegou a relatar à família que estava sendo importunada pelo homem antes do crime ocorrer.

O indiciamento foi fundamentado em depoimentos colhidos ao longo da investigação, na análise de dados extraídos do aparelho celular e também nos resultados de exames toxicológicos

O delegado Luccy Keiko, afirmou que visitou a vítima no hospital particular em que ela está internada. Ele disse que a servidora apresenta dificuldades para se comunicar, conseguindo falar apenas poucas palavras, além de permanecer em estado de sonolência.

Relembre o Caso

O funcionário terceirizado suspeito de estuprar uma servidora comissionada de 64 anos dentro de uma sala da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) admitiu ter mantido relação sexual com a vítima e tentou culpá-la. O homem é acusado de homicídio em 2017. Segundo o delegado geral da PC-PI Luccy Keiko , ele teria participado do linchamento de um assaltante.

“É uma pessoa fria e que mentiu no depoimento”, afirmou o delegado-geral da PC-PI. A polícia investiga o caso como estupro e possível tentativa de feminicídio. O suspeito está preso preventivamente.

O caso foi detalhado pelo delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

O crime ocorreu às 13h40 da quinta-feira (19) durante o horário de almoço dos servidores. Uma funcionária que retornava do almoço, viu o homem saindo de uma das salas. Ao entrar, encontrou a vítima desacordada e com sangramentos.

O delegado destacou que ouviu o terceirizado pessoalmente e que ele apresentou duas versões diferentes. No segundo depoimento, afirmou que a relação teria sido consensual, a polícia contesta a versão apresentada por ele.

Ainda segundo o delegado, foram solicitados exames toxicológicos para averiguar a possibilidade de a vítima ter sido dopada.

Os celulares da vítima e do suspeito foram apreendidos pela Polícia Civil, que irá investigar possíveis conversas entre ambos.

O funcionário foi contratado por uma empresa terceirizada em 2018 para atuar no Instituto Médico Legal (IML). Posteriormente, foi remanejado para um setor da Polícia Civil na zona Norte e estava, desde dezembro, há cerca de três meses no novo prédio localizado no bairro Ilhotas, Centro-Sul de Teresina, onde ocorreu o crime.

Fonte: Delegacia Geral

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