Quando vemos a foto de um acidente aéreo onde um jato caiu de bico e encontramos apenas um buraco enorme no chão, sem corpos ou pedaços reconhecíveis da aeronave, a nossa intuição nos faz achar que o avião "sumiu". Mas a verdade por trás disso é uma mistura assustadora de história real e física pura. Na história da aviação, isso já aconteceu em casos reais marcantes, como no Voo United 93 (em 11 de setembro) e no Voo China Eastern 5735. Em ambos, o cenário era o mesmo: uma cratera limpa e fumaça. O avião não evaporou; ele se pulverizou e se enterrou.
A explicação para isso está na física, especificamente na Energia Cinética a energia do movimento. Quando um jato comercial de dezenas de toneladas despenca verticalmente, ele atinge velocidades brutais, muitas vezes entre 800 km/h e mais de 1.000 km/h, quase a velocidade do som.
Na física, quando você dobra a velocidade de um objeto, a força de destruição dele não dobra: ela quadruplica. Quando o bico do avião atinge o solo nessa velocidade, toda essa energia monumental acumulada precisa ser liberada em uma fração de milissegundo.
Como o solo é mecanicamente mais macio do que a massa compacta do jato vindo do céu, a frente do avião funciona como uma bala de fuzil gigante, cavando instantaneamente uma cratera profunda. Toda a estrutura de metal, as poltronas e os passageiros são compactados para dentro desse buraco na velocidade de uma explosão.
Sob uma pressão e desaceleração tão violentas, materiais sólidos como o alumínio da fuselagem e os ossos humanos comportam-se momentaneamente como fluidos. Eles se despedaçam instantaneamente em fragmentos minúsculos, do tamanho de moedas.
Por isso, quem chega ao local vê apenas um grande buraco vazio na superfície. O avião e tudo o que estava dentro dele viraram energia e microfragmentos misturados à terra, metros abaixo do solo. Era um jato com pessoas dentro infelizmente algumas pessoas duvidam só olhar os videos fragmentos pequenos do que sobra dos corpos das vitimas, provavelmente ali será um memorial dessas pessoas pois não tem o que tirar dali se desfez.
Investigação aponta evidências de que o avião Learjet 60 se despedaçou antes do impacto na Flórida
As imagens do trágico acidente com o avião que caiu na Flórida levantaram questionamentos sobre a aeronave ter atingido o solo sem uma parte da cauda, e esta possibilidade foi confirmada pelos investigadores hoje.
O acidente envolvendo o Learjet 60, de matrícula N722DB, que voava de Austin, no Texas, para Harbour Island, nas Bahamas, tomou o noticiário pela violência do impacto que ocorreu em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo, 1º de novembro.
A bordo da aeronave estavam nove pessoas, incluindo a piloto Nathalia Filgueiras, de família brasileira, que atuava como copiloto neste voo, segundo relatos iniciais. Além dela, estava um piloto que atuava como comandante, além do dono do jatinho e sua família, que seriam o casal de adultos, quatro filhos e uma babá, ainda que esta informação esteja pendente de confirmação no momento.
Os investigadores do Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA, o NTSB, não responderam aos repórteres sobre questionamentos em torno dos pilotos e da sua experiência, mas confirmaram a procedência do áudio que mostra a conversa entre o controlador de voo e a piloto Nathalia.
Uma das imagens que mais chamou a atenção é a que mostra a aeronave descendo praticamente na vertical e colidindo violentamente contra o solo, vindo a criar uma grande explosão. Nos últimos frames deste vídeo gravado por uma câmera de bordo de um carro, é possível notar que aparentemente parte do conjunto da empenagem da aeronave estaria ausente.
Isto poderia se explicar pela abrupta razão de descida da aeronave, de 32 mil pés por minuto, que excedeu em muito o limite do projeto da Learjet para este modelo. Acima dos limites das fabricantes, é esperado que a aeronave perca sua integridade e comece a se despedaçar ainda em voo, como aconteceu com o Boeing 737 da GOL atingido pelo Embraer Legacy na Amazônia.
“Nós temos alguma evidência de que houve um rompimento do avião antes do impacto, nós ainda estamos tentando determinar isso“, afirmou o membro do conselho do NTSB, Tom Chapman, durante entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, 2 de novembro, em West Palm Beach, na Flórida.
O investigador, porém, destacou que isto ainda é uma possibilidade e que carece do avanço da investigação e da coleta de evidências sobre os destroços, mas depois reafirmou que existem indícios sobre isso e que inclusive “podemos achar partes do avião a alguma distância do local atual da queda“, mas que até o momento apenas o local da queda está sendo tratado como área ativa do acidente.