quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Bina, sistema de identificação de chamadas:Brasileiro,Nélio José Nicolai, eletrotécnico da Telebrasília,foi o criador
Ano 1977, Brasília. Trotes telefônicos eram um problema gigante.Nélio José Nicolai, eletrotécnico da Telebrasília, teve uma ideia.
"E se a gente mostrasse quem está ligando?"
Percebeu algo brilhante: a central já sabia o número de origem.
Bastava "pescar" essa informação e mostrar no visor.
Criou o primeiro protótipo. Adaptou uma calculadora ao telefone.
Batizou de "Bina" — B identifica número de A.
Levou para a Telebrasília.
"Isso é invasão de privacidade."
Recusaram.
Nélio registrou a patente em 1980 mesmo assim.
Em 1984, a Bell Canada enviou representantes ao Brasil.
Queriam o Bina.
Nélio foi demitido antes do acordo fechar.
Em 1986, a Bell anunciou um identificador próprio.
Nélio não recebeu crédito.
Nos anos 90, a tecnologia explodiu.
Empresas usavam o Bina sem pagar royalties.
Ele processou dezenas: Vivo, Claro, Ericsson, Intelbras.
Lutou por 35 anos na Justiça.
Em 2003, multinacionais anularam sua patente.
Nélio vendeu casas, carros, tudo para pagar advogados.
Os números?
258 milhões de celulares só no Brasil.
Identificador custa R$ 10 por mês por aparelho.
Se recebesse royalties, seria bilionário.
Nunca viu um centavo.
A Organização Mundial da Propriedade Intelectual reconheceu.
Deu medalha de ouro.
O mundo inteiro reconheceu.
Menos o Brasil.
Em outubro de 2017, Nélio morreu aos 77 anos.
Pobre. Sem reconhecimento financeiro.
Com processos ainda correndo.
Hoje, 7 bilhões de aparelhos no mundo usam sua tecnologia.
Todo celular. Todo smartphone. A função que você usa dezenas de vezes por dia.
Foi inventada por um brasileiro.
Que morreu esquecido.
A história de Nélio é um retrato do Brasil.
País de gênios que não protege seus inventores.
Onde grandes corporações esmagam inovadores locais.
Nélio não queria ser bilionário. Queria reconhecimento.
Queria justiça.
Nunca teve.
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